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05/11/2004 09:43
Noooooooossssssssaaaaaaa!!! Qto tempo!!!!
Faz séculos q não dou as caras por aqui!!!
Bom, resolvi ressucitar este blog.
Não q eu tenha alguma crítica pra postar aqui, embora eu esteja devendo vááááárias...
Mas é só pra vcs ficarem sabendo q estamos de volta à ativa!!!
Tenho várias coisas pra escrever aqui, sobre vários filmes q assisti.
Mais dicas de locadora q de cinema, mas tá valendo.
Afinal de contas, td mundo faz uma sessão pipoca em casa de vez em qdo!
Então é isso aí!
Não deixem de visitar o Vinteequatrofs.
enviada por Alice
26/07/2004 09:57
Estou devendo críticas dos seguintes filmes:
- Cazuza, o Tempo Não Pára
- Nem que a Vaca Tussa
- A Fantástica Fábrica de Chocolates
- A Vida de Brian
- Homem-Aranha (1 e 2)
Assim que possível, coloco td isso aqui pra diversão de vcs!
enviada por Alice
28/05/2004 10:04
O Dia Depois de Amanhã
Onde vc vai estar no dia depois de amanhã?? Bom, no cinema é q não é...
Quem me conhece sabe q eu não curto mto esse tipo de filme-catástrofe, mas fui acompanhar meu namorado, já q ele queria muito assistir. Tá, td bem, se eu não quisesse assitir tb, não tinha ido, né... Mas de ves em qdo é bom assistir uns filmes assim. Vai dizer q vc q está aí lendo esse blog agora não foi assistir Independence Day?? Aliás, é do mesmo diretor, né...
Bom, então, vamos lá...
Quando meu namorado me perguntou q nota eu daria pro filme, eu disse q seria menos de 5. Chegamos num 3, e acho q 3 tá de bom tamanho.
É aquela mesma velha e manjadíssima história da mega-catástrofe q acontece principalmente em New York City (mas é claro!!! Pq o resto do mundo pode até ficar destruído, mas é em NYC q td acontece com mto mais intensidade! E não?!), e sempre tem alguém querendo achar alguém no meio da tragédia. Fala sério, td mundo já viu esse filme!!! O q muda é só a catástrofe.
Nesse caso é o pai (Dennis Quaid) querendo achar o filho (Renato Cardoso, meu afilhado, hehe... na verdade quem faz o papel é o Jack Gyllenhaal, mas ele parece mto com o Renato!!) que foi pra NYC pra uma competição de Decatlo e está preso com mais alguns sobreviventes na Biblioteca Municipal.
E aí, acontece td aquilo q a gente já sabe: morre um monte de gente, um cara perde a vida pra salvar outros dois, várias tragédias, acontece alguma coisa com a Estátua da Liberdade e com o Empire State, acontece td e mais um pouco q podia acontecer com o grupinho de sobreviventes e eles não morrem, e papai enfrenta as maiores adversidades pra encontrar seu filhinho, aquele pra quem ele nunca deu mta atenção mas agora está arrependido e acaba se reconciliando com a esposa, q se separou dele pq ele se importava mais com a ciência q com a família.
Alguma novidade aí?
Mas o 3 do filme não é à toa... pq, acreditem, ele tem alguma coisa de interessante. Senão a nota era menor ainda.
Rola uma crítica ao governo dos Estados Unidos no filme. Tá, eu sei q agora tá na moda criticar o governo dos Estados Unidos, mas a iniciativa é boa.
Pra quem não sabe, os EUA não querem assinar o Protocolo de Kyoto, q é um acrodo internacional q estabelece metas de controle dos gases causadores do efeito estufa. Os países desenvolvidos precisam reduzir em pelo menos 5,2%, em relação aos níveis registrados em 1990, as emissões dos gases no período de 2008 a 2012. Os Estados Unidos, que respondem por quase 25% das emissões, abandonaram o protocolo. Para George W. Bush, o acordo seria prejudicial para a economia do país. E aí, foda-se o mundo, como eles sempre fazem!!! No filme, o vice-presidente chega a dizer q a economia é mais frágil (ou tão frágil, não me lembro ao certo) qto o clima.
Td bem, é interessante dar essa cutucada no governo deles. Mas o filme é meio forçado. Mal o Dennis Quaid acabou de falar do q poderia acontecer, e as coisas já começam a acontecer, sendo q a previsão era para dali a anos! E fazer td mundo correr pros países de "terceiro mundo" no final, fazendo ainda os EUA perdoar a dívida de tds eles... aí forçou muito!!!
Mas, enfim, se vc curte um filminho catástofe, NYC sendo destruída e dramas familiares em meio a destruição do mundo, pode assistir O Dia Depois de Amanhã. Como vcs perceberam, não é bem o tipo de filme q faz a minha cabeça. Mas como aqui cada um tem sua opinião, se discordarem da minha, o espaço dos comentários tá aí pra isso!
Ficha Técnica
Direção: Rolland Emmerich
Roteiro: Rolland Emmerich
Ano de Produção: 2004
Elenco: Dennis Quaid, Jake Gyllenhaal (tb conheciedo como Renato Cardoso), Emmy Rossum, Dash Mihok, Sela Ward, Jay O. Sanders
Sinopse: Um climatologista tenta salvar o mundo do aquecimento global. Ele também tem que salvar seu filho em Nova York, que está entrando numa nova Era do Gelo
Respondendo os comentários do Alê, q tava andava bem sumido daqui, né...
Tb acho Diários de Motocicleta o melhor filme do Walter Salles, mas ele não abandonou completamente os planos de paisagem, não... ainda tem uma quantidade até q razoável deles no filme.
As fotos q eu estava falando não são aquelas do final... aliás, não estava falando de fotos, e sim de uns planos em p/b q tem no filme, mostrando as pessoas do campo e td o mais. As fotos deles estão nos créditos, os planos q eu estou faalando estão no meio do filme e acho q alguns no final, se não me engano. Totalmente Sebastião Salgado.
E qto ao Mr. Ewald... já reparou q ele não costuma falar mto bem de coisas q fogem dos padrões?? E acho q polêmico é q ele não é mesmo!!!
E ouvi falar de Bang! Bang! Você morreu!, tô com vontade de assistir...
enviada por Alice
26/05/2004 14:26
Diários de Motocicleta
Pq o Walter Salles adooooora um road movie, né...
Tá, o Walter Salles não é meu diretor favorito. Não chega nem a ser um diretor q eu diga "Nossa, eu amo os filmes dele". Mas ele é bom. Recomendo mesmo q td mundo assista Terra Estrangeira (co-dirigido pela Daniela Thomas, é difícil de achar, mas garanto q a procura vale a pena), Central do Brasil (embora esse seja o Walter Salles q eu menos gosto) e Abril Despedaçado. Mas o q eu recomendo mesmo é q vc q está lendo este blog agora, procure se informar onde está sendo exibido Diários de Motocicleta e vá assistir assim q puder. Pq o filme é maravilhoso.
Bom, sobre o q se trata, acho q td mundo já sabe. É a viagem q Ernesto "Che" Guevara (Gael Garcia Bernal, q fez o inusitado E Sua Mãe Também e o xoxinho O Crime do Padre Amaro e está no filme novo do meu mestre Almodóvar) e Alberto Granado (Rodrigo de La Serna, q manda muito bem) fizeram pela América Latina, da Argentina à Venezuela.
Se vc está esperando ver o famoso Che Guevara, líder da revolução cubana, é melhor dar uma lida aqui antes mesmo. No filme, Ernesto ainda não é Che. É apenas um jovem bem nascido de Buenos Aires q está estudando pra se tornar médico, um especialista em Lepra. Ele ainda é apenas "El Fuser", e vai no embalo do espírito aventureiro do amigo "Mial" para chegar até o leprosário de San Pablo, na Venezuela.
A viagem q tinha td pra ser apenas uma aventura, transforma profundamente estes dois personagens, principalmente Ernesto. Vc acompanha a mudança gradativa dele; conforme cresce a quilometragem, cresce sua consciência social. É o primeiro contato q ele tem com um mundo totalmente diferente do seu. Um homem q não era lá mto bom no modo de lidar com as pessoas passa a perceber aqueles q vivem à sua volta, e passa a sentir por eles.
Uma parte q me chamou mto a atenção é qdo eles estão no Peru, onde começam a ter um contato maior com as diferenças sociais do continente. A impressão q dá é q temos um documentário no meio do filme. E, se vc parar pra pensar, vai ver q 50 anos depois, quase nada mudou. Mas a câmera é completamente documental, os depoimentos.
E no meio do filme, há umas imagens em preto e branco onde fica clara a referência ao fotógrafo Sebastião Salgado, dos livros Terra e Exôdos. Quem não conhece, vale a pena procurar mais.
A fotografia é aquela fotografia básica do Walter Salles. Planos bem abertos, mostrando lugares lindos.
Mas esse é um filme q faz 3 coisas com vc:
1)- Desperta, mesmo q um pouquinho só, a sua consciência social (vc pára pra pensar q em 50 anos nada mudou na América Latina. O Brasil faz parte disso!!)
2)- Te dá vontade de saber mais sobre a vida de Che Guevara. De procurar na internet, ler um livro, qq coisa!
3)- Te dá vontade de ir correndo pra casa, enfiar suas coisas numa mochila, e botar o pé na estrada.
Vale a pena assistir.
Ficha Técnica
Direção: Walter Salles
Roteiro: Che Guevara e Alberto Granado (baseado nos livros dos mesmos, adaptado por Jose Rivera)
Ano de Produção: 2004
Elenco: Gael Garcia Bernal, Rodrigo de La Sierna, Mia Maestro, Mercedes Móran, Jorge Chiarella
enviada por Alice
19/05/2004 15:36
Elefante
Escrever sobre Elefante é mto difícil... mesmo. Já faz um tempo q assisti o filme, e, sei lá, simplesmente não consegui escrever nada a respeito até agora.
É, sem dúvida, um filme que me impressionou mto. É difícil um filme me impressionar tanto ao ponto de eu sonhar q estava dentro dele. E com Elefante aconteceu isso.
Bom, a história td mundo já sabe. É sobre os dois meninos q fizeram um verdadeiro massacre numa escola de uma cidadezinha nos Estados Unidos. Mto já foi falado sobre isso no ótimo documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore. Pra quem não sabe, no filme de Moore, q ganhou o Oscar de Melhor Documentário ano passado, o diretor vai buscar as causas do atentado. Ele até q vai fundo, chegando ao ponto de fazer q uma rede de supermercados pare de vender munição para armas em suas lojas. Moore tenta dissecar a obsessão do povo americano por armas e a facilidade de se adquirir uma no país, colocando isso como se fosse a causa principal do problema, além, é claro, da velha falta de diálogo entre pais e filhos
Gus Van Sant, diretor e roteirista de Elefante, também mostra as causas do problema, mas vai mto mais fundo.
Na enorme sucessão de planos-seqüência q é o filme de Sant, acompanhamos a vida de alguns dos jovens q estudam na escola onde se dá o massacre. Quem está assistindo praticamente entra na vida de cada um deles. E é aí q se percebe q problemas td mundo tem. Teoricamente, td mundo tem motivos pra sair por aí atirando e matando td mundo e se matar depois. O menino com o pai alcoólatra, as garotinhas bulímicas, o casal com suspeita de gravidez, o menino q está com problemas em casa, a menina esquisita... enfim, problemas td mundo tem. Mas uns são mais desequilibrados q os outros.
Ao contrário do q a ameba com cãibra do Rubens Ewald Filho escreveu (meu, eu odeio o Rubens Ewald Filho, q pensa q entende alguma coisa de cinema), as cenas do massacre são ótimas. Mr. Ewald escreveu: "Mas tudo é muito mal narrado, cheio de furos (não há segurança na escola, não chega polícia, em vez de fugir pela janela, vão se esconder na geladeira, e assim por diante) e com mínimo de impacto (mal se vê a morte de alguns dos protagonistas)."
Pois é, a jogada é justamente essa. É justamente por não se ver a morte de algumas pessoas q o filme causa impacto. É justamente por ser feito com cenas sutis q o massacre causa um puta impacto. Pq, ao invés de ver o sangue espirrando na tela, como eu creio q o Mr. Ewald esperava, o q se vê é a q ponto chega a crueldade, a frieza e a loucura dos protagonistas. Esse é o ponto. Filmes com sangue escorrendo na tela, já se tem aos montes e não causam mais efeito nenhum. Agora, filmes como Elefante são raros, e, pelo menos pra mim, são mto mais impactantes. A cena da geladeira é a melhor!!! É de uma crueldade q dá medo, daquelas q faz vc arregalar os olhos e prender a respiração.
Fora q o filme é uma puta aula de plano seqüência. Parece monótono, mas não é. Td mundo q vai assistir o filme, já sabe o q vai acontecer. Vc fica naquela ansiedade, esperando q comece logo o massacre. Mas, calma. Primeiro vc tem q entrar na vida desses personagens, pra depois ver o q acontece.
Enfim, eu recomendo a td mundo assistir Elefante. É um puta filme, q, transformando em ficção uma história real, conseguiu manter o clima de tensão q a história exigia, e não se transformou em mais um dramalhão barato do tipo Enchente: quem riá salvar nossos filhos? (ah, quem nunca viu esse filme na sessão da tarde??? Fala sério!!!). É um filme sério, sobre um assunto mais sério ainda, q te leva a pensar numa série de coisas. Coisas do tipo: talvez o teu amigo do lado seja um psicótico e vc nem sabia; talvez aquele cara q vc vê sempre de bom humor pensa direto em suicídio, e por aí vai. Te mostra q as pessoas são diferentes mesmo, e q as aparências enganam. E q td mundo precisa de atenção, mesmo q só um pouco.
A QUEM INTERESSAR POSSA: Eu odeio o Rubens Ewald Filho. E se já odiava antes, agora mto mais, pq uma pessoa q pensa q é crítico de cinema falar mal desse filme... ah, fala sério!!!
enviada por Alice
25/04/2004 10:21
Domésticas
É menos do que eu esperava. Mas não é ruim não.
Na verdade, é um filme de estereótipos e arquétipos, onde o diretor tenta fazer uma espécie de ficção documental.
A fotografia cai mtas vezes na fotografia publicitária. Qdo as domésticas dão seus depoimentos, é praticamente um testtemunhal, sabe, aquela coisa de publicidade mesmo.
Mas o filme é engraçado. As atrizes foram mto bem escolhidas e fizeram um trabalho perfeito. Elas realmente parecem domésticas, não é aquela coisa forçada de empregada de novela da Rede Globo.
E a trilha é sensacional. Foi mto bem escolhida. Vários clássicos da música brega, como Perla, Wanderlei Cardoso e por aí vai. É bom de tão tosco q é!!
Palmas para o produtor de locação do filme, q deve ter tido um puta trabalho pra achar aquelas locações tds...
É isso...
Não tô com mta cabeça pra criticar filmes ultimamente.
enviada por Alice
23/04/2004 09:06
Apocalypse Now x O Resgate do Soldado Ryan
Filmes de guerra onde um grupo de soldados procura por um oficial que não conhece. As semelhanças entre "Apocalypse Now" (Francis Ford Coppola, 1979) e "O Resgate do Soldado Ryan" (Steven Spielber, 1998) acabam aí.
A epopéia bélica de Coppola se passa durante a Guerra do Vietnã. O Capitão Willard (Martin Sheen) recebe a missão de encontrar e executar o Coronel Kurtz (Marlon Brando), acusado de assassinato pelos membros mais altos do exército. Willard tem que subir o rio Nung para chegar ao recanto de Kurtz num barco da Marinha, acompanhando por um experiente comandante (Albert Hall), o jovem Clean (Laurence Fishburne), o surfista Lance (Sam Bottoms) e o cozeinheiro de New Orleans, Chef (Fredrick Forrest). Segundo o Coronel Lucas (Harrison Ford), "essa missão não existe nem nunca existirá". O capitão é o único que sabe o verdadeiro objetivo da tarefa que lhes foi designada. No caminho, se deparam com o excêntrico Corolnel Kilgore, coelhinhas da Playboy e uma família de franceses, até chegarem ao seu destino.
O filme de Spilberg, por sua vez, se passa durante a Segunda Guerra Mundial, tendo como ponto de partida do Dia D, onde morre um dos quatro irmãos Ryan (outros dois já haviam morrido no campo de batalha). O exército americano, numa jogada de relações públicas, ordena que um pelotão encontre o único irmão sobrevivente, um parquedista perdido na França. O Capitão John Miller (Tom Hanks) é o escolhido para a missão, e leva consigo o que restou de seu batalhão: Soldado Reibben (Edward Burns), Sargento Horvath (Tom Sizemore), Soldado Caparzo (Vin Diesel), Soldado Mellish (Adam Goldberg), Soldado Jackson (Barry Pepper), o médico Wade (Giovani Ribisi) e o inexperiente Cabo Upham (Jeremy Davies). O grupo segue a pé, e avi diminuindo no caminho, até encontrarem Ryan.
"Apocalypse Now" começa de maneira sutil. Ao som da música "The End", da banda The Doors, a poeira parace dançar tendo como fundo as palmeiras da paisagem vietnamita, compondo um cenário bonito, calmo. Assim que a voz de Jim Morrison aparece, se inicia uma seqüência de explosões, helicópteros surgem por trás das árvores. Willard está deitado numa cama. Como num transe, contempla as pás do ventilador de teto como se fossem hélices (o barulho destas estará presente durante boa parte do filme - ora um som real, ora reproduzido por sintetizadores remetendo a elas -, pontuando momentos de loucura). A música continua, e Willard percebe que não está na selva, mas sim em Saigon. Acompanhamos o delírio de um oficial já extremamente afetado pela guerra, que afirma que quando está na selva, sente falta de casa; quando está em casa, não vê a hora de voltar ao campo de batalha. Ele dá um murro no espelho, como se quisesse destruir o homem que se tornou depois de tudo que viu e vivenciou no Vietnã. Sujo, bêbado, confuso, num quarto semi-destruído, ele apenas espera por uma missão. Esta lhe é designada pelo Coronel Lucas, numa das bases montadas no país. É um início extramamente simples e didático, que não conta com grandes cenas de impacto, tampouco tenta chocar o expectador. Coppola cria um interesse no espectador mostrando apenas um já abalado Willard e a loucura de Kurtz, que chega através de uma gravação sem sentido e do relatório feito pelos oficiais.
"O Resgate do Soldado Ryan", depois de uma bucólica cena inicial, onde um idoso caminha com a família num cemitério militar, tem uma das mais impressionantes seqüências de guerra da história do cinema. Milhares de soldados americanos lutam na Normandia, em Omaha Beach, durante o Dia D. A batalha é extremamente sangrenta, o mar fica vermelho, há cadáveres e pedaços por todos os lados. A câmera assume um acráter documental quando se arrasta como os soldados por entre balas e explosões, chegando a tremer e ter sangue e areia na lente . Miller, Horvath e mais alguns soldados do batalhão se salvam, avançando até uma base aliada. Em uma das mochilas dos diversos mortos, vê-se o sobrenome Ryan. São vinte e cinco minutos em que o diretor tenta prender a atenção de quem assiste através do choque de ver o horror da guerra, homens mutilados, morte, dor, tragédia. Em seguida, vemos as mulheres que são incumbidas de redigerem as cartas que serão entregues às famílias dos soldados mortos. Uma delas se dá conta de que três dos irmãos Ryan morreram no campo de batalha. O alto escalão das Forças Armadas decide que o irmão sobrevivente deve ser resgatado e mandado de volta para casa.
Spielberg joga o ponto máximo de tensão da história para o início do filme. Nenhum outro momento choca tanto o espectador quanto o Dia D. Coppola, por sua vez, gera uma tensão crescente, que acompanha o percurso do barco. Ela atinge seu ápice quando Willard finalmente enfrenta Kurtz.
O filme de Coppola aborda a guerra sob um ponto de vista mais crítico, nos mostrando o que ela faz com a cabeça dos homens, que ficam loucos em meio a tanto horror. Kurtz chegou ao máximo da loucura, sendo considerado um desertor assassino. Willard está num ponto de já não saber ao certo quem é. Lance, o surfista da Califórnia, vai enlouquecendo aos poucos. Mostra também a "máquina de guerra" que há por trás das batalhas, com generais mandando executar um dos melhores oficiais da corporação e a mídia tentando forjar imagens. Vemos homens, muitos deles garotos ainda, que não sabem o verdadeiro porquê de estarem ali, e que, aos poucos, vão perdendo seu lado humano. É uma abordagem diferente do filme de Spielberg, já que não tem como intenção enaltecer coisa alguma. A missão de Willard é quase tão absurda quanto a guerra em si.
No caminho, cruzam com o Coronel Kilgore (Robert Duvall), um surfista que coloca "A cavalgada das Valquírias" para seus homens ouvirem durante a batalha e que adora o cheiro de Napalm pela manhã. Ele é o perfeito exemplo de oficial já calejado pela guerra, do tipo que não se importa com mortes e destruição, chegando ao ponto de jogar cartas de baralho sobre os feridos para ver qual deles vai salvar (Cartas da Morte). "Vietcongues não surfam" é a frase que marca o personagem, que está mais preocupado com sua prancha de surf que com todo aquele horror.
Ao se encontrarem com as coelhinhas da Playboy, o espírito feminino ganha seu espaço no filme. Elas são personagens correspondentes aos rapazes do barco, exceto que estão sendo exploradas sexualmente. É a mesma coisa, já que sabemos o quanto eles estão sendo usados por uma sociedade que se diz moralizada, mas não é.
O barco pára numa plantação francesa após a morte de Clean. Há uma discussão a respeito da guerra durante o jantar, onde o patriarca da família, Hubert de Marais (Christian Marquand), perrgunta retoricamente: "Por que permancemos aqui? Porque faz nossa família ficar unida. Lutamos para manter o que é nosso. Vocês americanis lutam por nada." É uma seqüência que busca por antigos ideais e por uma forma de vida que profetiza e essencialmente prediz a insensatez da experiência americana no Vietnã.
A visão feminina da guerra vem através de Roxanne, uma jovem viúva francesa que seduz Willard. Em meio a morte, guerra e batalhas, vem uma cena de doçura, vida, sensualidade e amor, que fala sobre os dois lados do homem: um que ama e um que mata.
Ao chegarem ao reduto de Kurtz, o que se vê é o ponto máximo da loucura gerada pela guerra. Corpos pendurados nas árvores, cabeças espalhadas pelo chão, pessoas cobertas de lama ou pintadas. A tropa é recebida pelo repórter fotográfico interpretado por Dennis Hopper, que também foi consumido pela insanidade. O local lembra um templo antigo, e a imagem de Kurtz lembra Buda.
O filme acaba com Willard matando Kurtz. São intercaladas cenas de um cruel sacrifício de um boi e da morte do Coronel, também ao som de "The End". Apesar de momentos que causam forte impacto no espectador durante a seqüência final, o filme acaba de forma pacífica. Os discípulos de Kutz largam suas armas e ficam a espera de alguma atitude de seu novo líder, Willard. Este apenas pega Lance pela mão e vai embora.
"O Resgate do Soldado Ryan" aparece com uma versão romântica da guerra, com uma tropa de bons rapazes buscando um outro para aliviar a dor de uma mãe. Apesar de todo o horror que presenciaram, ainda estão completamente sãos, a guerra ainda não mexeu com suas cabeças. O objetivo aqui é enaltecer o soldado americano, os Estados Unidos da América. É um filme cheio de momentos para comover quem assiste, com mortes extremamente dramáticas e frases de impacto, como na cena em que o Soldado caparzo morre porque não podia deixar a garotinha que se parecia com sua sobrinha para trás. A tropa de Miller não é bruta, são ainda muito humanos, como se tudo o que vivenciaram não tivesse poder nenhum sobre suas mentes. Spielberg coloca seu filme como um libelo humanista, anti-belicista, mas o heroísmo está lá, principalmente depois da cena inicial da desgraça de Omaha. Não vemos os corrompidos, inseguros, drogados e inescrupulosos personagens de Coppola.
Os personagens que a tropa de Miller encontra pelo caminho nada tem de muito marcantes como os que a tropa de Willard encontra no curso do rio, salvo pelo soldado Ryan que não era o que procuravam e o soldado alemão obrigado a cavar a própria cova que faz amizade com Upham. A covardia é retratada quando, ainda em busca de Ryan, os soldados brincam com as placas de metal dos cordões dos mortos como se fossem fichas de pôquer.
A sensibilidade aparece em diversos momentos. Embora o diretor tanha causado mais impacto com as cenas de morte em que o oficiais baleados pedem que alguém envie as cartas que escreveram aos pais, não são estas as partes mais marcantes. Há um momento em que Ryan (Matt Damon) está conversando sobre seus irmãos com Miller (Tom Hanks), e este, por sua vez, lhe conta histórias sobre sua casa e sua esposa.
O Capitão John Miller e o próprio Soldado Ryan representam os típicos heróis americanos - coisa que não se vê no filme de Coppola - por quem o público torce, enquanto repreende Upham (que reprsenta uma espécie de resquício de inocência fatalmente perdida nquelas circusntâncias) e odeia os cruéis alemães. De qualquer forma, é um filme que nos faz pensar sobre os horrores da guerra de maneira mais comovente, e que tem importância como relato histórico de uma das passagens mais importantes do século XX.
Spielberg preza por uma fotografia belíssima, sempre enaltecendo os soldados, colocando-os solitários em meio a paisagens amplas e belíssimas. Reproduz muito bem os horrores da guerra, principalmente na seqüência de Omaha Beach, com a câmera se arrastando e correndo por entre os soldados, ou submersa, mostrando oficiais serem alvejados. As cores puxam para o marrom, e são extremamente opacas, dando uma constante sensação de mal-estar. Mesmo nos poucos momentos em que há sol forte, há pouco brilho, como que para pontuar o horror de uma guerra, a visão de soldados que já não vêem beleza nas terras européias. Apenas uma das cenas se passa em um lugar fechado, uma igreja em que a tropa pára para descansar. Quando não estão em meio a bosques e florestas, os personagens estão em meio a ruínas de cidades desertas. Um seqüência que vale ser ressaltada é quando os pingos da chuva são associados a tiros. Vemos e ouvimos as gotas caindo, e, logo em seguida, a tropa está num campo de batalha.
O som do filme é pontuado pelos sons característicos de guerra, havendo pouca presença de música. Um momento que vale ser ressaltado é quando os solados estão ouvindo Edith Piaff e Upham traduz a letra da música. A partir disso, eles começam a falar de mulheres, surgindo aí um dos momentos de maior sensibilidade do filme.
Coppola, por sua vez, enaltece a loucura dos soldados e a insensatez da guerra. As cores são muito vivas, indo do verde ao laranja, sempre muito brilhantes, quase nos dando a sensação das cores que alguém vê quando toma ácido. É tudo muito brilhante, tanto as cores quanto a luz. Nos ambientes fechados, vale ressaltar o quartel general do início, em que percebe-se a tentativa de reproduzir um ambiente familiar, com a parede coberta de fotografias, uma grande mesa de jantar com uma cristaleira ao fundo, e também a casa da família francesa, onde temos a sensação de ter voltado no tempo, em meio aos móveis coloniais e aos figurinos que nos remetem à década de 40. Quando Roxanne está no quarto com Willard, ela desce as cortinas em volta da cama, como se quisesse deixar do lado de fora o "homem que mata" presente em Willard. Ao atravassarem a ponte, a batalha parece uma grande festa de despedida, com luzes e fogos de artifício. Nas cenas em que Kurtz aparece, na maioria das vezes há pouca luz, exibindo quase que somente uma silhueta ou apenas algumas partes de seu corpo, mantdendo uma atmosfera de mistério e fascínio sobre ele.
O som das hélices de helicóptero estão presentes para pontuar a loucra em alguns momentos do filme, por serem um som tão característico quanto os tiros numa guerra. Elas estão no início, durante o transe de Willard; no quartel general, depois da fala de Kurtz na fita, há um incômodo silêncio cortado apenas pelo som de um heicóptero ao longe; depois este som fica apenas reproduzido por sintetizadores. As músicas caracterizam a época em que se passa o filme, com The Doors, Rolling Stones, entre outros. Vale ressaltar a seqüência em que Kilgore usa a "Cavalgada das Valquírias" durante a batalha. Wagner compunha músicas de guerra, entre outras coisas, que enalteciam o espírito guerreiro alemão. Kilgore a usa como estímulo para seu rapazes ("elimina o inferno de dentro dos caras").
enviada por Alice
02/03/2004 11:54
Quero Ficar com Polly
Carnaval com chuva = dois dias seguidos no cinema.
Dessa vez foi no Cinemark do Shopping D... ia ver a exposição do Picasso, mas ir no Ibirapuera com chuva... nem f...!
Aí... como a companhia era óóóóótema (cada vez melhor, na verdade...), lá fomos nós.
Quero Ficar com Polly é uma coisa meio Quem Vai Ficar com Mary, não sei... a diferença é q não são vários caras disputando a mesma mulher dos jeitos mais mirabolantes possíveis. Mas o estilinho do filme pé bem parecido. Tem o cara td certinho, com seu melhor amigo meio maluco, e a Polly, aquela mulher super hiper irrestível por quem qq homem se apaixonaria. Ela é linda, e faz um tipo meio exótico.
Enfim...
Temos o Ben Stiller fazendo aqulas mesmas babaquices q ele faz em TODOS os filmes. As mesmas caras e bocas, o mesmo jeito de falar e se comportar. Pra variar, ele é o babacão da história q cai d amores por quem?? Sim, pela Polly, q é seu avesso.
Jennifer Aniston... uma vez Rachel, sempre Rachel, dessa vez com uma coisa meio Phoebe, eu diria, essa coisa de ser super viajada e exótica como a Polly gosta de ser. Mas q ela é linda, é!
Me impressiona o Phillip Seymour Hoffman num filme desses. Caramba, ele é um cara mto bom pra fazer esses filmes bestas!! Se vcs assistiram O Talentoso Ripley (sobre o qual, aliás, preciso escrever aqui) e Quase Famosos sabem q ele é mto bom pra fazer um filme sem grandes novidades como esse.
A Debra Messing tá bem... ela sim, consegue deixar a Grace (do seriado Will and Grace, q eu adooooro mas não assisto mais pq não tenho mais TV a cabo) na TV e fazer algo diferente no cinema, mesmo q a história não ajude mto.
Enfim... é um filme de sessão da tarde.
Quem curtiu Quem Vai Ficar com Mary provavelmente vai curtir esse também...
Ficha Técnica
Título Original: Along Came Polly
Ano de Produção: 2004
Categoria: Comédia Romântica
Com: Ben Stiller, Jennifer Aniston, Phillip Seymour Hoffman, Debra Messing
Direção: Jonh Hamburg
enviada por Alice
26/02/2004 15:55
Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo
Sim, eu fui assistir Mestre dos Mares. Sim, eu q não-su-por-to o Russel Crowe. Eu q não curto épicos. Mas dois fortes motivos me levaram à sala 5 do Playarte Bristol (q aliás, era pequena, estava lotada e eu tive q sentar na 3ª fileira!):
1)- A companhia era óóóóóótema...
2)- Tinha q assistir pra facul.
Então, vamos lá...
Na boa... achei o filme meio UÓ. É mais um daqueles épicos babacas onde td dá errado, mas no final dá td certo.
O filme tem um começo meio O Resgate do Soldado Ryan, não sei. O ataque inicial do Acheron ao HMS surprise lembra mto a seqüência do dia D, com um aspecto menos documental q o de Spilberg. Na verdade, tem td aquela mesma violência, mas não é tâo explícita. Não tem aquelas câmeras subjetivas, planos amplos e imagens q chocam. O início de Mestre dos Mares te dá uma sensação meio q desespero, sufoco. Td se passa no barco, então é td meio tulmutuado, e a edição e a fotografia contribuem pra essa coisa confusa q causa um certo mal estar ao ser vista.
Russel Crowe é literalmente o Mestre dos Mares. Ele é, pra não dizer outra coisa, o fodão. A tripulação o venera. É o tipo de homem q sabe ser rígido e ao mesmo tempo amigo. Sim, ele é o máximo! Super inteligente, e, sim, ele descobre um jeito de se dar bem. E, pasmem, ele tem um coração!!! Decide mudar seu curso apenas para satisfazer um amigo ferido. Q gracinha!
É o tipo de filme q foi feito pra comover e pra enaltecer o espírito militarista.
Tirando a estória q é pra lá de manjada (mesmo pq, se não me engano, é baseada em fatos reais), é um filme bem feito. Tenho q admitir q a fotografia, a edição e a direção de arte arrasam.
A trilha, q era o q tinha q analisar, é bem interessante... tem algo de expectativa, de estar sempre esperando por algo q vai acontecer, gerando uma certa ansiedade.
É isso... um filme sem grandes novidades, do tipo q foi feito pra ganhar o Oscar.
Ficha Técnica
Título Original: Master and Commander: The Far Side of The World
Ano de Produção: 2003
Com: Russel Crowe, Paul Bettany, James D'Arcy
Direção: Peter Weir
enviada por Alice
25/02/2004 14:56
Fale com Ela
Volto ao vinte e quatro f/s para mais um post sobre um dos filmes do meu mestre.
Mestre, mestre...
O escolhido dessa vez é Fale com Ela.
Um filme sobre mulheres? Sobre as mulheres de Almodóvar que eu tanto adoro?
Não. Um filme sobre homens e seus sentimentos. Depois de vários filmes, Almodóvar colocou as mulheres em segundo plano e decidiu falar de homens.
Fale com Ela é um filme de delicadeza e sutileza ímpares, do tipo que emociona do início ao fim.
A estória começa com um espetáculo de ballet de Pina Bausch. Vemos duas mulheres de olhos fechados vagando por um espaço cheio de cadeiras e mesas, e um homem tirando todos os obstáculos do caminho, evitando que se machuquem e sofram. Qualquer semelhança com Lydia (a maravilhosa Rosario Flores) e Alicia (Leonor Watling) não é mera coincidência, não. O coma as deixa alheias ao mundo em que vivem. Têm os olhos fechados para a vida e dependem completamente de outras pessoas. Seria o espetáculo de ballet um prelúdio daquilo que está para acontecer no filme? Eu acredito que sim. Pelo menos foi assim que entendi e encarei.
Na platéia deste mesmo ballet, temos o sentimental Marco (Dario Grandinetti) e Benigno (Javier Camara). O contato inicial dos dois é mudo. Marco não nota Benigno. Na verdade, percebemos durante o filme que Marco tem dificuldade em notar qualquer pessoa ao seu redor. Talvez por isso não consiga falar com Lydia em coma.
Lydia tem o estereótipo de mulher forte. A maneira como fala, se comporta, se veste, exalando sensualide. É toureira, profissão um tanto atípica para mulheres. Logo percebemos que isso tudo não passa de defesa. Lydia vê-se desesperada, uma mulher ferida porque foi abandonada pelo homem que amava e que a usou.
Alicia é o ponto de união entre as personagens do filme. Ela é a maior responsável pela aproximação entre Benigno e Marco, despertando a curiosidade deste quando ele passa por seu quarto com a porta entreaberta e vê deitada, com os seios desnudos, lânguida, como uma pintura renascentista, como se estivesse posando para um pintor (esse plano é lindo, lindo...).
Benigno vive num mundo de fantasias, um mundo paralelo que criou pelas condições em que sempre viveu: primeiro, passou quase a vida toda cuidando da mãe doente; quando a mãe morreu, começou a cuidar de Alicia, com quem acredita manter um relacionamento, uma espécie de casamento muito mais saudável que o da maioria dos casais. Seria louco? Acho que sim. Mas não é o tipo de uma loucura extremamente insana. É doce. Sua loucura é amar Alicia, a única mulher com quem teve contato além de sua mãe. Ele já a amava antes do acidente que a deixou em coma, seria impossível que este amor não crescesse diante destas condições. Alicia está em coma, esta relação que ele acredita manter com ela é um monólogo, ou seja: lembra aquela historinha de que se Romeu e Julieta não tivessem morrido o amor deles não teria durado tanto, pois Romeu não viu Julieta na TPM e Julieta nunca teve que lavar as cuecas sujas do Romeu? É mais ou menos isso. Benigno não conhece Alicia a fundo, ela existe apenas dentro de sua cabeça. Alicia é apenas mais uma fantasia que ele cria.
O amor de Benigno desperta um lado adormecido de Marco, a sensibilidade. Era o o que lhe deixava cada vez mais distante de Lydia. Mesmo antes desta entrar em coma, a relação dos dois era também um monólogo.
Claro que, como sempre, a fotografia é maravilhosa. Do início ao fim. vale ressaltar a seqüência em que Benigno e Marco estão na varanda com Alicia e Lydia, como se fossem dois casais normais com suas conversas paralelas.
Também a seqüência em que Lydia é ferida pelo touro, com planos que geram um certo transtorno, e também tensão, desde que a cena começa, com Lydia se ajoelhando diante da porta à espera do animal; durante, com diversos cortes delineando a volência de tudo aquilo que está acontecendo; e o plano final, mostrando apenas o touro num plano fechado, babando, com um certo ar de "dever cumprido" e superioridade. Com isso tudo, não sabemos se foi um acidente, ou se Lydia realmente pretendia se matar.
Notem que em alguns enquadramentos em que as personagens principais estão juntas, pricpalmente dentro do carro, eles ficam cortados, mantendo um vão entre eles, como se, mesmo estando tão próximos um do outro, existisse um abismo entre eles.
A primeira tourada do filme merece um capítulo à parte. Lydia enfrenta o touro ao som de "Por toda a minha vida" (na interpretação da inigualável Elis), expondo-se ao perigo, como se o animal representasse o passado, ou melhor, seu amor do passado. Não era o homem que ela queria matar, mas sim o sentimento que ainda existia dentro dela, ou seja, na verdade estava confrontado-se com si mesma.
Só pra não passar batido... a tão falada seqüência em que o Caetano canta "Cucurucucu Paloma" não dá pra saber se é um sonho ou uma lembrança de Marco.
Enfim, Fale com Ela é um filme que vale muito a pena. É belíssimo. E é do meu mestre! Se você ainda não assistiu (e já deveria), assiste o mais rápido que puder. Quem sabe não assistimos juntos? Só não vale rir de mim chorando!
Ficha Técnica
Título Original: Hable con Ella
Ano de Produção: 2002
Categoria: Drama
Com: Javier Camara, Dario Grandinetti, Rosario Flores, Leonor Watling, Geraldine Chaplin
Direção: Pedro Almodóvar
Sinopse
A cortina de flores e franjas douradas é aberta, revelando um espetáculo de Pina Bausch, Café Müller. Na pletéia, dois homens estão sentados juntos por mero acaso, pois não se conhecem. Eles são Benigno (Javier Camara), um jovem enfermeiro, e Marco (Dario Grandinetti), um escritor de quarenta e poucos anos. No palco estão duas mulheres de olhos fechados e braços estendidos, movendo-se ao som de "The Fairy Queen", de Henry Purcell. A apresentação é tão comovente que Marco se põe a chorar. Benigno vê o brilho de suas lágrimas na escuridão do teatro. Ele gostaria de dizer a Marco que também está comovido, mas falta-lhe coragem.
Meses mais tarde, os dois voltam a se cruzar na clínica particular El Bosque, onde Benigno trabalha. É que Lydia (Rosario Flores), a namorada de Marco e toureira profissional, foi ferida por um touro e está em coma. Por acaso, Benigno está cuidando de outra mulher, Alicia (Leonor Watling), uma jovem bailarina.
Quando Benigno vê Marco passar em frente ao quarto de Alicia, não pensa duas vezes e vai falar com ele. É o início de uma profunda amizade, tão linear quanto uma montanha russa. Durante esse período de tempo "suspenso" dentro das paredes da clínica, as vidas dos quatro personagens seguem em todas as direções: passado, presente e futuro, conduzindo-os em direeção a um destino inesperado.
Trilha sonora do post: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain... tão lindo como o filme...
enviada por Alice
15/02/2004 18:20
Moscou em Nova Iorque
Sim, sim, faz tempo que não dou as caras por aqui... mas volto pra falar de um dos poucos filmes q tive tempo de assistir esse ano, graças à minha vida de escrava branca (não é pra tanto, mas o lerê lerê tá foda!).
Moscou em Nova Iorque é um filme de 20 anos atrás. Pode parecer q não, mas algumas coisas no mundo eram bem diferentes naquela época.
A história é simples: Vladmir (Robin Williams)é saxofonista de um circo russo, na época da União Soviética. Numa visita do circo aos Estados Unidos, dentro da Bloomingdales ele resolve desertar, ou seja, abandonar a Rússia (pra quem não sabe ou não lembra, naquela época ninguém podia sair da União Soviética). Daí pra frente, o filme mostra como ele vai viver nos EStados Unidos.
É, td parece mto lindo. Mas não é não.
É tipo "Olha só, vamos fazer um filme pra mostrar pros soviéticos que os Estados Unidos é um país do caralho pra se viver!" Isso em plena guerra fria!!!
É impressionante. Ele busca refúgio logo onde?> Na Bloomingdales! Pra quem não sabe, Bloomingdales é uma loja de departamentos de Nova Iorque. Imagine a C&A. Agora imagine a C&A mto maior e mais chique. Essa é a Bloomingdales, ou seja, um belo símbolo do Capitalismo, doutrina totalmente oposta ao Socialismo. Já começa por aí... ele é ajudado por um negro e uma italiana. E durante um bom tempo ele não vê americanos na cidade.Até seu advogado é um cubano!! Sim, vamos mostrar que os EUA, além de um país lindo, é um país extremamente acolhedor. Quem vê até pensa, né??
Eis q um imigrante russo, que chega no "país mais acolhedor do mundo" em plena Guerra Fria, começa a levar uma vida sem grandes problemas nos EUA. Consegue um emprego, e vai trocando, até se adaptar em um. Faz vários amigos e começa a namorar a italianinha que lhe deu abrigo na Bloomingdales. Fica mto amigo do negro também, que, pasmem, não sofre preconceitos nos EUA. Fala sério, né?!
E assim segue a vida de nosso amigo Vladmir, q, sim, consegue a cidadania americana.
Enfim, é uma série de absurdos.
É um russo simplesmente apaixonado pelos EUA. A cortina do chuveiro dele é cheia de bandeirinhas... Sei q um soviético apaixonado pelos EUA não devia ser uma coisa lá mto difícil de se ver naquela época, afinal a vida na URSS não era lá uma maravilha. Mas querer convencer que os EUA são um país acolhedor?? Que é super simples a vida de um imigrante lá?? Ah, faça-me o favor!! Td mundo sabe que as coisas por lá não são assim, nunca foram e nunca vão ser. A política deles é absurda, talvez por isso sejam alvo de tantos terroristas malucos.
É um filme que vale a pena pela enorme quantidade de absurdos e pelo Robin Williams q é demais de qq jeito... ah, tem ele até em cenas de sexo, coisa q eu nunca tinha visto.
Agora como esse filme veio parar na minha mão... Na semama que fiquei trabalhando na seqüência, eu e o Marcelo (o outro estagiário que trampava lá comigo) tínhamos que achar um filme que tivesse alguma cena de imigração em aeroporto. Ele achou q talvez nesse filme tivesse, mas não tinha. Já que o filme estava lá e a gente não tinha nada pra fazer... resolvemos assistir.
Difícil de achar... acho q só na 2001 mesmo.
Ah!!! Pasmem: o diretor é russo (eu acho).
Ficha Técnica
Título Original: Moscow on the Hudson
Ano de Produção: 1984
Categoria: Comédia / Drama (ai, vai entender o IMDB...)
Com: Robin Williams, Maria Conchita Alonso, Cleavant Derricks, Alejandro Rey
Direção: Paul Mazursky
enviada por Alice
31/01/2004 01:45
Party Monster
O tão aguardado filme da Macaulay Culkin está para chegar ao Brasil.
Provavelmente em meados de Fevereiro ou início de Março.
Graças ao projeto "Filme-Fashion", idealizado por Alexandra Farah, tive a oportunidade de vê-lo ontem. O projeto "Filme-Fashion" já existe há algum tempo, mas ele sempre analisou o figurino das personagens de filmes mais antigos, como "Bonequinha de Luxo" e outros. Desta vez, a curadora teve a idéia de analisar filmes que ainda não estreiaram no circuito nacional, e assim fazer uma "Preview" dos mesmos.
Os analisados deste "Filme-Fashion Preview" são: "Party Monster", "Ken Park", "Dogtown and Z Boys - onde tudo começou", "Escola do Rock" e "Peixe Grande e suas histórias maravilhosas".
Voltados para estudantes do Curso de Moda e Cinema, o projeto é aberto ao público e suas sessões acontecem desta vez no CineMAM, com o valor do ingresso aberto que posteriormente será revertido para o próprio museu que cedeu o espaço.
Sinopse: A história da ascensão e queda de Michael Alig, grande ícone da noite nova-iorquina na década de 90, envolvendo sexo, drogas e muita música eletrônica. Baseado no Livro "Disco BloodBath" de James St. James.
Crítica: Nunca achei que veria um filme tão criativo em questão de figurino. AS idéias de roupas são maravilhosas. Perfeitas. Muitas perucas coloridas, meias listradas, saltos plataformas, plumas e baladas. Muitas baladas. Criativas... Festas de todos os temas bizarros: Noite do Sangue, da Enfermaria, da Boca Mais Nojenta, dentre outras.
A turma de Alig era quem enchia a noite com Glamour e humor.
Aliás, Alig é interpretado por Macaulay Culkin que está perfeito.
Sua volta ao cinema será triunfante. Se bem que para ele o papel fazia parte do senso-comum. Ele já estava acostumado com uma realidade meio "Alig".
Atuações não deixam a desejar no filme. Para quem já conhecia Seth Green ("Pânico") e Dylan McDermott ("Um caso à três") vão se supreender e muito.
Com certeza a atuação de Chöe Sevigny é mínima se comparado a "Meninos Não Choram" e "Kids", o filme que a revelou para o cinema. Mas ela está lá, e mais fofa que nunca.
E não podia faltar Marilyn Manson. Um papel sensacional, que não diz mais que uma frase em todo o filme. Fazendo o papel de Cristina, uma travesti que canta nas festas de Alig, o mesmo aparece o tempo todo se drogando. Mas combinou muito bem com ele.
O ponto alto do filme é o "show" que os garotos tem de fazer. Conhecidos como "Club Kids" eles vão à uma boate divulgar suas festas. Nesta hora, Alig canta uma música que tem o estilo de Marilyn Manson. A música só repete a frase: "Dinheiro, Sucesso, Fama e Glamour", realmente a vida de Alig naquela época.
Mas não espere por grandes surpresas. O filme é baseado na história real de Alig.
Ficha Técnica:
Título Original: Party Monster
Ano de Produção: 2003
Categoria: Drama
Com: Macaulay Culkin, Seth Green, Chöe Sevigny, Wilmer Valderrama, Natasha Lyone, Wilson Cruz, Dylan McDermott e Marilyn Manson.
Direção: Fenton Bailey e Randy Barbato
Produtora: Killer Films
Site oficial: www.partymonster.com
PS: Ainda estou em débito de postar as críticas sobre o "Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei", "Ladrão de Casaca". "O Fabuloso Destino de Amélie Pouláin", "Outono em N.Y." e "O Sorriso de Monalisa".
enviada por Mindu
13/01/2004 18:46
Todo Mundo em Pânico 3
Ahahahahaa sempre!
Todo Mundo em Pânico é ótimo. Só pelo fato de ser ridículo, de zoar outras produções que ganharam muita grana já é engraçado.
Fui correndo ver, tentei até ir na estréia mas as sessões estavam esgotadas. Fui no dia seguinte. É besta. Mas foram 1 hora e 40 minutos de risadas contínuas.
Sinopse: Ahahahaha e precisa??? Desta vez, o filme satiriza produções como: "O Chamado", "Os Sinais", "Os Outros" e outras produções que foram sucessos em 2003.
Crítica: É só ter assistido os filmes que citei acima pra rir muito. Eles continuam mais podres do que nunca. Tiram um barato até do Michael Jackson!!! (Ahahahaha que é uma das melhores partes!!).
Mas o destaque do filme não é esse. O destaque do filme é a parte do Caixão(o que por milagre, não satiriza filme algum!). Várias pessoas tentando fazer uma morta ressucitar. Ahahahaha hilário. Mesmo.
E ainda há rumores de que sairá o 4 e 5. Será que o diretor cometeria esta loucura??? E quem serão os próximos satirizados??
Ahahahaha tomara que não peguem o "Conternação" pra isso...
Ficha Técnica
Nome Original: Scary Movie 3
Ano de Produção: 2003
Categoria: Comédia
Com: Anna Faris, Charlie Sheen, Regina Hall, Pamela Anderson e Jenny McCarthy, Denise Richards, Leslie Nielsen e outros...
Direção: David Zucker
Produtora: Dimension Films
Site Oficial: http://www.scarymovie.com/
Trilha Sonora do post: NO SOUNDTRACK, I'm Working... allmost...
enviada por Mindu
10/01/2004 01:27
Mediterrâneo
Este eu assisti por indicação da Vivi's.
Aliás o DVD é dela!! hehehehe
Desculpa a demora Vi...
Confesso que não manifestava interesse por este filme. Eu olhava e pensava ser tão chatinho... Aí minha mãe viu. E disse que era legal.
Meu pai viu e disse que era uma droga.
Tive que tirar minhas próprias conclusões.
E é muito legal!!! =)
Sinopse: Durante a Segudna Guerra Mundial, 8 soldados italianos são incumbidos de proteger uma pequena Ilha Grega do Mar Egeu. porém eles a missão deveria durar só quatro meses, e não quase quatro anos. Aos poucos eles vão se integrando com a população e os habitantes da ilha.
Crítica: Fazia tempo que eu não via cinema Italiano. Desde "A Vida é Bela".
Este é muito legal. A fotografia do filme é linda!! Sem noção...
Fiquei até assustado. Não esperava ver isso no filme.
A trama até é bem bolada. Só meio ultrapassada pros dias de hoje.
Mas vale a pena ver sim!
Obrigadão pela indicação Vi!
Ficha Técnica
Título Original: Mediterraneo
Ano de Produção: 1991
Categoria: Comédia
Com: Claudio Bigagli, Irene Grazioli e Diego Abatantuono
Direção: Gabrielle Salvatore
Produtora: Não consegui localizar.
Site oficial: Não tem.
Sexo, Amor e Traição
Claro. Malu Mader. Nem precisa dizer mais nada.
Ela é linda, perfeita, maravilhosa. Com ela eu casaria agora!!
Bom, vamos ao filme então né...
Sinopse: Diversas histórias paralelas que são entrelaçadas por três coisas: Sexo, Amor e Traição.
Crítica: O Cinema Nacional já está mudado.
Está trazendo a novela pras telonas...
Pelo menos com o "Sexo, Amor e Traição" é esta a impressão que dá.
Todo o elenco é global, e a trama é interessante e bem engraçadinha.
Mas o filme deixa a desejar.
A história poderia ser mais bem elaborada em vez de cair em diversos clichês antigos, que já foram muito explorado no cinema.
Tinha tudo pra ser um puta filme... mas Jorge Fernando jogou por água abaixo.
Infelizmente não pude responder pra Malu que foi bom pra mim tb...
Ficha Técnica:
Título Original: Sexo, Amor e Traição
Ano de Produção: 2003
Categoria: Comédia
Com: Malu Mader, Murilo Benício, Alessandra Negrini, Heloísa Périssé, Fabio Assunção, Caco Ciocler, Marcello Antony e Betty Faria
Direção: Jorge Fernando
Produtora: Globo Filmes
Site oficial: http://www.sexoamoretraicao.com.br/
S.W.A.T.
Olha... a Flávia demorou pra me convencer a ver este filme. Mas depois de tantas promessas à ela eu tive de ceder.
No Rio de Janeiro, no New York City Center... (e as salas são super powers!!!)
Até que foi bom.
Sinopse: Depois de ser expulso da SWAT por audácia de seu companheiro, militar acredita que não poderá mais voltar as missões especiais. Mas, quando o cpaitão volta de férias, tudo pode mudar.
Disposto a formar uma equipe perfeita, o mesmo vai atrás de diversos policiais que por algum motivo especial, nunca estiveram na SWAT.
Crítica: É... Colin Fareell até que ganha um bom papel, e pode mostrar por que veio ao cinema. Desta vez ele troca a cabine telefônica pelas ruas dos EUA, e enfrenta as mais diversas situações.
O filme é bom mesmo. Não posso discordar.
Claro que tem as suas partes forçadas (tipo um avião que pousa numa ponte...), mas também tem seus méritos. A adrenalina está presente o tempo todo, e a atenção também.
E até que Michelle Rodriguez nem tá com tanta cara de sono assim (ahahahaha).
Vale a pena ver. Porém em sua casa. Nada de cinema.
Ficha Técnica:
Título Original: S.W.A.T.
Ano de Produção: 2003
Categoria: Policial
Com: Colin Farrell, Michelle Rodriguez, Samuel L. Jackson, LL Cool J
Direção: Clark Johnson
Produtora: Columbia Pictures
Site oficial: www.sonypictures.com/movies/s.w.a.t./
Chega de postar por hoje.
enviada por Mindu
09/01/2004 19:46
Um Duende em Nova York
Então... quanto tempo de férias do Blog né???
Tudo bem... prometo agora postar todos os filmes vistos neste recesso.
Começando por "Um Duende em Nova York", que eu tinha que assistir!
Só de ver o Trailer, eu e a Vivi's já passávamos mal de rir.
Afinal, quem não riria com a cena clássica:
- Quem vai colocar a estrela na ponta da Árvore.
- Ah! eu tenho uma idéia...
Ahahahaha... acho que é pra isso que os americanos servem.
Pra fazerem coisas estúpidas, e nós rirmos das merdas deles.
hehehehe
Tá certo que o humor deles é um pouco bizarro, mas vale a pena.
Sinopse: Um bebê órfão foi parar na sacola do Papai Noel e foi levado para o Pólo Norte, onde foi criado para ser um duende. Após descobrir que não é um duende (seu tamanho em relação aos demais entrega o fato) ele é enviado à Nova York para encontrar seu verdadeiro pai.
Crítica: Will Ferrell, mais uma grande figura descoberta pelo Saturday Night Live, passa por ridículo vestido de duende pelas ruas de Nova York.
É o que torna o filme bom!
Com piadinhas bestas (e até um pouco adultas - o filme era pra atrair o público infantil, afinal sua classificação é Livre), mas engraçadas, o diretor consegue atrair a atenção do público até o final do filme.
A cena mais esperada do filme (eu e a Vivi's na víamos a hora de acontecer) é quando o duende vai colocar a estrela na ponta da árvore de Natal. Com uma idéia "brilhante", o mesmo vem correndo pela sala, pula no sofá e cai em cima da árvore que obviamente cái em cima dele.
Mais uma boa grana gasta em um filminho nada a ver da indústria Hollywoodiana.
Ficha Técnica
Nome Original: Elf
Ano de Produção: 2003
Categoria: Comédia
Com: Will Ferrell, James Caan, Zooey Deschamel, Edward Asner, Daniel Tay e outros...
Direção: Jon Favreau
Produtora: New Line Cinema
Site Oficial: http://www.elfmovie.com/
Trilha Sonora do post: NO SOUNDTRACK, I'm Working... allmost...
enviada por Mindu
24/12/2003 15:58
Carne Trêmula
Mestre, mestre...
Carne Trêmula é um dos filmes mais recentes do Almodóvar. E um dos q eu mais gosto dele.
Na caixinha do DVD, ele está classificado como drama, mas pra mim, está bem mais pra suspense.
A trama do filme é mto bem construída, mto bem elaborada. É baseada num livro. Não me lembro agora o nome da autora, mas depois coloco aqui.
Victor, o personagem principal, nasce numa época conturbada na Espanha... época em q não havia mta liberdade (década de 70). Ele nasce num ônibus q estava para ser recolhido. A rua está completamente vazia.
Aí já temos o contraponto com o início da trama. Ao ver Victor, 20 anos depois, no ônibus, vemos nas ruas drogas e prostituição. A própria Helena, por quem Victor se apaixonou depois de ter transado com ela no banheiro, usa drogas, e está a espera de uma entrega qdo Victor chega em sua casa.
Vemos também dois policiais dissimulados. Sancho, q bebe pq está desconfiado da mulher, e David, q faz o papel de bom moço, mas depois descobrimos q ele não é tão bonzinho qto parece.
Qdo Victor, Helena, Sancho e David se encontram, tem início a densa trama de suspense de Almodóvar.
Uma arma é disparada. Quem foi atingido?
Logo vemos um jogo de basquete para deficientes na TV, e em seguida, Victor, q foi preso. David não só é o melhor jogador da seleção paraolímpica como é também o marido de Helena. É evidente q isso desperta em Victor um enorme desejo de vingança. Mas ele não é aquele tipo de preso cinematográfico convencional: ele estuda pedagogia e teologia, aprende profissões. Seu desejo de vingança não envolve sangue ou morte. Ele apenas quer q Helena se apaixone por ele, para depois abandoná-la.
Coincidentemente, Victor e Helena se encontram no cemitério logo q ele sai da prisão. E lá ele conhece Clara.
Embora pareça insisgnificante, a carente Clara é peça chave na história.
Clara, esposa de Sancho q não tem coragem de se separar e ainda apanha do marido q não ama mais, se apaixona por Victor pelo mínimo de atenção q ele dedica a ela. Clara é uma mulher como tantas outras, carentes de um mínimo de carinho. E é por isso q ela soluciona td o mistério da história. (Como eu já disse antes, ninguém fala tão bem de mulheres em seus filmes como meu mestre). Ela se apega a Victor, se apaixona por ele. Seu sentimento por ele é hora carnal, ora quase maternal. Ela cuida dele e de sua casa. Enquanto isso, David acompanha td de perto, seguindo e fotografando o casal.
Helena, por sua vez, está casada com David por se sentir culpada pelo q aconteceu com ele. Seu complexo de culpa é a única coisa q a prende ao marido e a um casamento sem sexo. Ainda como tentativa de se redimir, Helena cuida de um abrigo para crianças, a meu ver, os filhos q ela jamais poderia ter com David.
Victor conta a Helena seu plano de vingança. Eles fariam amor durante uma noite inteira, até q ela não agüentasse mais. Para isso, queria se tornar o melhor amante do mundo (mais uma vez, Clara entra como peça importante na história, afinal, é ela quem mostra o sexo para Victor). Helena se apaixonaria por ele, e depois ele a abandonaria, e não voltaria nem mesmo q ela lhe implorasse de joelhos. Mas, ao reencontrá-la e após começar a conviver com ela, Victor desiste de seu plano.
Td muda quando David e Victor ficam frente a frente e td o mistério da história é solucionado. Graças a Clara, a verdade vem à tona, e cai a máscara de bom-moço de David, q decide contar td à Helena.
Depois de descobrir o q realmente aconteceu naquela noite a seis anos atrás, Helena decide se entregar a Victor. É uma das melhores e mais excitantes seqüências de sexo que eu já vi, pela luz, pelos ângulos, pela trilha sonora. É perfeita.
É a partir daí q td muda. Helena se livrou de seu complexo de culpa, e conta ao marido o q aconteceu. Este, por sua vez, sai a procura de Sancho, q havia sido abandonado por Clara, com fotos dela e de seu amante, numa tentativa de indiretamente acabar com a vida de Victor. Helena teme pela vida de Victor, e sai a sua procura.
E chega de contar a história do filme, senão ninguém assiste. O final, embora dentro do esperado, é também surpreendente.
Carne Trêmula não é drama. Tem todos os elementos que um bom suspense deve ter: mocinhos e bandidos, inversões de papel, traições, culpa e mtas coisas q ficaram ocultas durante anos, além de uma personagem q parece insignificante, mas q se não fosse por ela, td ficaria como estava antes.
Vale a pena assistir Carne Trêmula não só por ser um filme de Almodóvar, mas também por ser um suspense dos melhores.
E se não gostare, da história, eu garanto q daquela cena de sexo vcs vão gostar!
De qq jeito, vai cabar valendo a pena. Afinal, é do meu mestre q estamos falando.
enviada por Alice
14/12/2003 10:26
Snatch: Porcos e Diamantes
Sim, eu finalmente assisti Snatch, graças ao Mindú, q me emprestou o DVD. E pensar ele quase foi um dos escolhidos para fazer a análise comparativa do Tio Dudu...
Sinopse: Quando o ladrão de jóias Franky Quatro Dedos (Benicio Del Toro) faz uma rápida parada em Londres, antes de entregar um enorme diamante roubado para o seu chefe em Nova York, ele não tinha a menor idéia da avalanche de sinistros e cômicos acontecimentos que abalariam os mundos do boxe, dos ciganos irlandeses, das lojas de penhores, das fazendas de porcos e... de um cão vira-latas.
Crítica: O filme é simplesmente sensacional!!! Eu não costumo gostar mto dessa coisa de gângasters, crimes, submundo, etc, mas esse filme com certeza entrou pra lista dos meus preferidos. É mto bom do começo ao fim. A seqüência incial, quando a câmera acompanha os monitores das câmeras de segurança é fantástica. A cena do assalto é perfeita.
Ritchie imprime um ritmo alucinate ao filme, e faz isso de um jeito q ninguém perde o fio da meada, ou seja, vc sabe exatamente o q está acontecendo, quando, com quem e porquê. Mesmo sendo td mto rápido, a linearidade é mantida.
Os personagens são ótimos, mto bem desenvolvidos. Vale ressaltar aqui o Bricks, uma espécie de chefão do submundo, temido por tds. A parte em q ele fala sobre os porcos comendo carne humana é ótima. E também não poderia deixar de falar do Mickey, o cigano lutador de boxe interpretado por ninguém menos q Brad Pitt, na minha opinião, no melhor papel de sua carreira.
O q realmente me chamou a atenção nesse filme é a edição. É o q definitivamente faz a diferença no filme. No começo, na hora do assalto, qdo é td mto rápido, a variação de ângulos é mto grande. Na apresentação dos personagens... E a parte q me mais me chamou a atenção foi a associação da carreira (uma lebre correndo e dois cachorros correndo atrás) com o personagem Tyrone sendo pego pelo bando de Bricks. Essa parte é perfeita. As imagens, a trilha, a câmera, td.
Vale mto a pena assistir... recomendadíssimo!
PS: Quem aí já viu o clipe "Hoje eu acordei feliz" do Charlie Brown Jr.? Td bem q eu adooooro o André Abujamra, mas ele podia ter sido um pouquinho mais discreto na hora de copiar, né...
Ficha Técnica
Nome Original: Snatch
Ano de Produção: 2001
Categoria: Ação
Com: Benicio Del Toro, Dennis Farina, Brad Pitt
Direção: Guy Ritchie
Produtora: Sony Pictures Enterntainment
Site Oficial: http://www.snatch-themovie.com/
enviada por Alice
14/12/2003 03:20
Lara Croft: A Origem da Vida
Ao que as noites de sábado nos levam???
A ver bobeiras na Tv/Vídeo...
Foi o que eu pensei ao pegar o Dvd de Tomb Raider 2.
Olhei e falei: Wow! Vamos ver a Angie (sim já tenho intimidade pra chamá-la assim!) em cenas forçadas e ridículas...
Pelo menos foi com esta impressão de que eu saí do cinema ao ver o primeiro filme.
Com este foi diferente. Bem diferente.
Sinopse: Lara Croft não se cansa de suas missões, e desta vez tem uma muito importante a resolver: Livrar que a Caixa de Pandora caia nas mãos dos malfeitores e espalhem toda a ira e doença que ela possui pelo mundo.
Para impedir isso, Lara conta com a ajuda de Terry, seu ex-namorado no primeiro filme.
Crítica: Assim, o que é a Angelina Jolie???
Além de linda, maravilhosa, sexy, ela não utiliza dublês em nenhuma cena do filme.
Repetindo, não usa dublês...
Falando isso parece muito simples. Mas só o fato dela ter que saltar de um prédio de mais de 360 metros pelo menos 28 vezes com um paraquedas que só abria a 2 segundos do chão, é realmente impressionante...
Fora as diversas vezes que ela repetiu a cena onde a Lara atira em vários carinhas ao contrário, tipo pendurada em umas cordas de cabeça para baixo.
Ela é perfeita.
O filme segue bem. Com uma fotografia maravilhosa (eles exploram muito bem a África e Xangai em planos abertíssimos). O roteiro não é dos piores, mas poderia ser mais incrementado.
Longo eu achei, mas agradável.
Ficha Técnica
Nome Original: Lara Croft: The Cradle of Life
Ano de Produção: 2003
Categoria: Ação / Aventura
Com: Angelina Jolie e Gerard Butler
Direção: Jan de Bont
Produtora: Paramount Pictures
Site Oficial: http://www.tombraidermovie.com/
Trilha Sonora do post: NO SOUNDTRACK
enviada por Mindu
13/12/2003 23:03
Simplesmente Amor
Ai ai... filminhos de Natal sempre são mela-mela né? (mas eu ainda tenho que ver "Um duende em NY")
Este é um deles. Assisti meio que por falta de opção, meio que desencanado.
Ah! E também para ver se desta vez deram um bom papel para Rodrigo Santoro...
Tadinho! O corpo dele sempre é explorado, mas e os diálogos?
Ele tem se não me engano 2, 3 minutos de fala.
Mas tem que aparecer só de cueca...
É triste saber que atores nosso lá fora só são vistos como carinhas boa pinta, e não reconhecidos pelo talento.
Quer saber de mais uma? Nem no site oficial do filme cita o nome dele.
Chega a citar o nome de diversos outros que aparecem por 30 segundos...
Mas o nome dele não é mencionado.
Nem no poster.
Rodrigo Santoro: Dignidade Já! (ahahahahaha)
Sinopse: Várias histórias paralelas se desenrolam nas semanas que antecedem o Natal, e abordam o mesmo tema: o amor.
Crítica: Seria ele um filme direcionado para a Tv??
Deveria... ele parece um pouco mais como novelinha do que com cinema.
Histórias de amores supreendentes, reais, cotidianas, banais...
Se a idéia do filme era abordar o Amor, que como o mesmo diz "O amor está em toda a parte", faltaram ainda alguns pontos.
Sem cair no ridículo, se o amor está em toda a parte, pq só vemos casais Heteros no filme? Porque acreditar que no mundo não exitem diferenças? Pois é...
Acho que se Armando assistisse o filme, diria: "Podiam ter enxugado um pouco mais". E com toda razão. Não há necessidade de um filme sobre amor ter 2 horas, e contar mais de 6 histórias paralelas.
O considerei bobo. Meio "X" como diria a Tatu.
Acho que é por que eu to meio desiludido com o amor... é isso.
Eu acho.
Ficha Técnica
Nome Original: Love Actually
Ano de Produção: 2003
Categoria: Comédia Romântica
Com: Hugh Grant, Liam Neeson, Colin Firth, Laura Linney, Emma Thompson, Alan Rickman, Keira Knightley, Martine McCutcheon, Bill Nighy, Rowan Atkinson e Rodrigo Santoro.
Direção: Richard Curtis
Produtora: Universal Studios
Site Oficial: http://www.loveactually.com/ pesadíssimo por sinal...
Aquisições de Dvd's feitas hoje: "Forrest Gump - Edição Especial", "O Mágico de Oz" e "A Fantástica Fábrica de Chocolate".
Aguardem! Análise delas em breve...
Trilha Sonora do post: GARBAGE - eba! ganhei meu Cd de novo hoje.
enviada por Mindu
13/12/2003 16:04
Ninguém fala de mulheres como meu mestre...
Seja das mais sujas e podres às mais belas e sutis, ninguém fala de mulheres como ele.
Quem nunca viu, vale a pena ver...
Em Maus Hábitos, uma cantora se esconde num convento. O q se espera de um convento?? Freiras, noviças doces e devotadas, uma madre repressora... Não num convento de Almodóvar. As irmãs têm nomes como "Irmã Rata de Beco", "Irmã Esterco". São viciadas em drogas, uma escreve romances daqueles de banca usando um pseudônimo, uma é lésbica. A pureza q se espera de um convento não existe no filme de Almodóvar.
Meu mestre brinca com os sexos... seus travestis são verdadeiras mulheres. Custa perceber q são mesmo travestis... são mulheres nas palavras, nos jeitos e trejeitos, nos sentimentos. São tão mulheres qto as mulheres de Almodóvar. Quem assistiu A Lei do Desejo e Tudo Sobre Minha Mãe sabe do q estou falando.
A escritora de A Flor do Meu Segredo. Densa... quase amarga... sofrida... traída...
Todas as mulheres de Tudo Sobre Minha Mãe, cada qual com sua dor, seus passados. Da mãe q se torna mãe de tds à mãe q perde a vida... a sensibilidade fica vagando em meio às cores de Almodóvar...
Mesmo as mulheres em coma de Fale com Ela. É delas q vem a emoção do filme... são elas q despertam o lado sensível daqueles homens.
Ninguém fala de mulheres como meu mestre...

enviada por Alice
13/12/2003 01:29
Meninos Não Choram
Nossa! Definitivamente, nossa!
Ainda estou em choque.
Assim, acabou o filme eu nem me mexia direito.
As palavras não conseguiam sair da minha boca.
Forte. Muito forte.
Bom... Maravilhosamente bom!
Sem comentários... acho que eu estou ousando demais em fazer uma crítica a este filme. Mas vamos tentar...
Sinopse: A história da adolescente Teena Brendon, que se
passa por rapaz na cidade de Falls City, saindo com várias garotas, até conhecer Lana. É aí que todas as reviravoltas do filme acontecem. Baseado em uma história real.
Crítica: Difícil falar algo mesmo...
Eu fiquei tão sem palavras quando o filme estava no final.
Eu não conhecia a história. Mas já sabia que ela era forte.
Não esperava tanto. Mas é perfeito.
Assim, o que é a atuação da Hylary Swank neste filme??? Não foi à toa que ela ganhou o Oscar de melhor atriz... O mais merecido de todos até hoje.
Caracas! É um homem no filme. Não consigo acreditar na perfeição, nos detalhes que a diretora deu no filme.
Cheio de coisas sutis, coisas pequenas... que levam à perfeição.
Só achei sacanagem a Chloë Sevigny não ter ganhado o de melhor Atriz Coadjuvante... Porque ela merecia também.
Bom, prepare-se para se envolver nesta histório real, e para adrentar num filme onde a realidade não tem mais perfeição.
Sem dúvida, um dos melhores filmes da minha vida.
Ficha Técnica
Nome Original: Boys Don't Cry
Ano de Produção: 1999
Categoria: Drama
Com: Hylary Swank, Chloë Sevigny e Peter Sarsgaard
Direção: Kimberly Peirce
Produtora: Fox Searchlight Pictures
Site Oficial: www.foxsearchlight.com/boysdontcry/
Trilha Sonora do post: Evanescence (sim, eu gosto!)
enviada por Mindu
11/12/2003 09:02
Desmundo

Desmundo não é um filme q superou minhas expectativas. Esperava bem mais dele. Mas nem por isso é ruim. Pelo contrário, achei o filme mto bom.
O q me impressionou mto nesse filme foi a reconstituição da época. O Brasil de 1570 aparece nada romanceado como estamos acostumados a ver na TV (alguém aí se lembra da sofrível novela "A padroeira", da Globo?? A época talvez não fosse a mesma, mas era bem próxima à do filme. A vila onde as personagens viviam era perfeita, cheia de casinhas coloridinhas, e os habitantes eram todos lindos, perfeitos, com roupas igualmente lindas e impecavelmente limpas e sempre mto bem passadas!). Há mato por todos os lados, índios andando nus ou seminus. Os homens são brutos, sujos, com barbas e cabelos enormes, os dentes apodrecidos, quase selvagens. Aas casas são de barro, palha e madeira; não há nobreza ou luxo nem mesmo entre os mais ricos. Para ficar ainda mais perfeito, as personagens não falam o português que conhecemos agora, mas sim o português q se falava naquela época. Trabalho dobrado para os atores e para quem assiste tb (nada q legendas não resolvam, foi assim q eu resolvi!).
Poderíamos ter aí um filme preso no manjadíssimo conflito do "amor impossível". Mas, embora possa passar batido por algumas pessoas, há uma série de outros conflitos no filme.
O primeiro deles aparece logo na seqüência inicial, em que vemos apenas os olhos assustados de Oribela (Simone Spoladore), os marújos e o mar, q aparece de ponta cabeça. É aí q tem início o "desmundo" de Oribela.
Órfã, acostumada com a vida num convento em portugal, ela é obrigada a vir para um recém descoberto Brasil para se tornar esposa de um bandeirante. Ou seja, sua vida virou do avesso (ou de ponta-cabeça, como o mar). Ela se vê jogada numa terra desconhecida e totalmente diferente da sua e num destino q não escolheu.
Depois de ser tratada como mercadoria, Oribela se casa com Francisco (Osmar Prado), q é quase um selvagem, vive quase isolado no meio do mato com a mãe e uma irmã q tem problemas mentais. De início, Francisco até q se mostra bom com Oribela. Até q ela tenta fugir. Francisco, então, passa a mantê-la presa como um animal, com grossas correntes. Quando ele a solta, Oribela parece conformada com o destino q escolheram para ela e se entrega a Francisco. É nisso td q temos mais um conflito no filme: a forma como as mulheres eram tratadas na época. Mercadorias, animais, objetos sexuais... td, menos seres humanos.
Aparece então Ximeno (Caco Ciocler), comerciante da vila. Ximeno é cristão-novo, ou seja, judeu. É aí q entra na história mais um conflito, a questão religiosa. Ximeno veio fugido para o Brasil, e não pode se expor de forma alguma.
O amor de Oribela e Ximeno não é nada daquilo q tds esperam. Eles mal se falam, trocam poucas palavras no decorrer da história. Ele aparece quando menos esperamos, um amor q aparenta ser apenas carnal. Mas não é. Mesmo trocando poucas palavras, Ximeno é a única pessoa q mostra um mínimo de compaixão por Oribela.
Uma cena q me chamou mta atenção foi o casamento de Oribela. Um coral de curumins aparece cantando "Agnus Dei". Vemos aí a "catequização" dos índios, ou seja, a verdadeira lavagem cerebral q fizeram nos gentios. Outra cena envolvendo a igreja também é quando o padre e Franciscos brigam pro causa de alguns índios q o padre queria levar consigo. Os padres jesuítas não são nada daquilo q aprendemos na escola.
Vale a pena assistir Desmundo, não só pelo fato do filme ser mto bom, mas também para ver q não é só Hollywood q consegue fazer grandes produções de época.
Ficha Técnica
Título Original: Desmundo
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2003
Estúdio: Columbia Pictures do Brasil
Distribuição: Columbia Pictures do Brasil
Direção: Alain Fresnot
Roteiro: Sabina Anzuategui e Alain Fresnot, baseado em livro de Ana Miranda
Produção: Van Fresnot
Música: John Neschling
Fotografia: Pedro Farkas
Desenho de Produção: Ivan Teixeira
Direção de Arte: Adrian Cooper e Chico Andrade
Figurino: Marjorie Gueller
Edição: Júnior Carone, Mayalu Oliveira e Alain Fresnot
Elenco
Simone Spoladore (Oribela)
Osmar Prado (Francisco de Albuquerque)
Caco Ciocler (Ximeno Dias)
Berta Zemei (Dona Branca)
Beatriz Segall (Dona Brites)
José Eduardo (Governador)
Débora Olivieri (Maria)
José Rubens Chachá (João Couto)
Cacá Rosset (Afonso Soares D'Aragão)
Giovanna Borghi (Bernardinha)
Laís Marques (Giralda)
Arrigo Barnabé (Músico)
Sinopse
Brasil, por volta de 1570. Chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que leh dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta. Sentindo-se infeliz, ela tenta fugir, pois quer pegar um navio e voltar a Portugal, mas acaba sendo recapturada por Francisco. Como castigo, Oribela fica acorrentada em um pequeno galpão. Deprimida por estar sozinha e ferida, pois seus pés ficaram muito machucados, ela passa os dias chorando e só tem contato com uma índia, que lhe leva comida e a ajuda na recuperação, envolvendo seus pés com plantas medicinais. Quando ela sai do seu cativeiro continua determinada em fugir, até que numa noite ela se disfarça de homem e segue para a vila, pedindo ajuda a Ximeno Dias (Caco Ciocler), um português que também morava na região.

enviada por Alice
11/12/2003 00:55
A Fuga das Galinhas
Hoje peguei um xodó meu...
Um filme que eu já tinha visto e que eu adoro!
"Fuga das Galinhas" é muito bom! E esta foi a minha mais recente aquisição em DVD... Adoro! Definitivamente.
Sinopse: As galinhas da granja sonham com uma vida melhor, e a lider delas, Ginger, está sempre bolando planos para conseguir a liberdade.
Até que um dia, Rocky, um galo "voador" chega à granja.
Com esperança de que ele pode ser a sua salvação, Ginger o faz ensiná-las a voar para poder fugir da malvada Sra. Tweedy.
Crítica: Difícil falar algo...
Esta animação é tão diferente do que eu já estava acostumado a ver.
Eles fizeram uma coisa meio Stop-Motion misturada com recursos de desenhos, que ficou muito boa. Você pensa que é de massinha, mas os movimentos são muito perfeitos...
É incrível. Para saber dos truques, só vendo o material extra do Dvd. O único defeito é que ele não é legendado em português...
Ficha Técnica
Nome Original: Chicken Run
Ano de Produção: 2000
Categoria: Comédia / Animação
Com: Mel Gibson
Direção: Peter Lord e Nick Park
Produtora: Dreamworks Pictures
Site Oficial: www.chickenrun.co.uk
Trilha Sonora do post: Madonna
enviada por Mindu
08/12/2003 00:57
Shrek
Wow!! E não é que animação tá com tudo mesmo!
Não sei porque eu sempre resistia em ver Shrek... Minha mãe alugou, recusei. Minha amiga ficou de me emprestar, e não peguei... Desa vez, eu peguei emprestado, enrolei, mas assisti!
Sinopse: O Ogro Shrek vive sua vida pacata em seu pântano, até encontrar um burro falante. Shrek achava que tudo de ruim já tinha acontecido em sua vida, mas não sabia que viria o pior: todos os personagens dos Contos de Fadas foram parar no seu pântano, por ordem do Lorde Farquaad.
Para recuperar seu pântano de volta, o monstro deve salvar a princesa Fiona da torre mais alta do castelo, e enfrentar o Dragão do Reino.
Crítica: Caracas! Como pode animação ser uma coisa assim tão... PERFEITA!
Meu... eles utilizam jogo de câmeras, movimentos de panorâmicas, sincronia, fotografia... tudo. Como se fosse um filme de verdade.
Fora o enredo em si. A história é muito boa. O roteiro foi desenvolvido de uma maneira totalmente cômica e atual. Os movimentos dos personagens são muito reais (o que é a captura 3d né?), as atuações são ótimas (Cameron Diaz parece que nasceu para o papel da Princesa Fiona)...
Assim... sem palavras.
Aprovado. Corre e Aluga!
Ficha Técnica
Nome Original: Shrek
Ano de Produção: 2001
Categoria: Comédia
Com: Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz e John Lithcow
Direção: Andrew Adamson e Vicky Jenson
Produtora: Dreamworks Pictures
Site Oficial: www.shrek.com
Trilha Sonora do post: NO SOUNDTRACK TODAY
enviada por Mindu
07/12/2003 19:27
Luz, câmera, Ação!!!
E precisa dizer mais alguma coisa??
enviada por Alice
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